BEM-VINDOS








"OS MAIORES OTIMISTAS SÃO AQUELES QUE, APESAR DO QUE VIVEM OU OBSERVAM, CONTINUAM APOSTANDO NA VIDA, TRABALHANDO, CULTIVANDO AFETOS E TENDO PROJETOS." LYA LUFT






domingo, 2 de maio de 2010

ESPAÇO ABERTO - ATIVIDADE 1



No mundo globalizado e tecnológico em que vivemos, precisamos plantar e cultivar flores. Flores que possam nos aproximar. Precisamos, sim, lançar flores em casa, na rua, na escola... Precisamos de colo, de sorrisos, de palavras de gentileza. Somos humanos. E o sonho, o canto, o amor, a poesia devem continuar nos unindo. Vamos pensar sobre nossa condição ser humano no mundo atual. Como nos relacionamos com as outras pessoas? O que esperamos dessas pessoas? O que será que as pessoas também esperam de nós?

Amor é um fogo que arde sem se ver

Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


Monte Castelo

Composição: Renato Russo (recortes do Apóstolo Paulo e de Camões
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...
O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer...
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...
É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...
É um estar-se preso
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...
Estou acordado
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...

Disponível em: letras.terra.com.br › L › Legião Urbana

De que forma podemos contribuir para revitalizar o amor e a amizade, sentimentos que estão esquecidos em nosso tempo?

domingo, 18 de abril de 2010

Projeto Tecendo Textos - Saudades


Projeto Tecendo Textos - 2006.

Oficina - O jornal na sala de aula - 2006.

Infelicidade

Thaíse Santos¹

Não nasci para amar

Pois vivo na incessante solidão

Estou presa ao egoísmo

Fechada para o ato de viver.

Queria ser diferente

Igual àqueles que eu deslumbro

Eles parecem felizes

E livres desse mal.

Cortar esse laço comigo

Seria o mais sensato.

Entretanto, me falta força

Para desatar os nós e seguir só.

____________
¹ Participante do Projeto Tecendo Textos – 2007. Col. Polivalente Monsenhor Luiz F. de Brito.


Aprender

Márcia Mendes¹


Aprendi que é preciso (re)começar,

abrir as janelas, soltar pipas,

brincar com bolinhas de gude,

Tomar banho de chuva

E até roubar doce na geladeira.

Aprendi que cantar faz bem

Que ler um livro duas, três vezes, sei lá...

Pode ser um exercício mágico

que nos permite deixar as portas abertas.

Aprendi que a leitura do texto literário

é uma orquestra

que ecoa também na sala de aula.

Aprendi o canto do outro,

a brincar com o outro,

a sorrir, chorar, mas não vivo o sonho do outro.

Sonhos são únicos.

Impenetráveis, intransferíveis, inquestionavéis.

Aprendi que preciso aprender,

Sou humana... Por isso inacabada


__________
¹ Elaboradora e mediadora do Projeto Tecendo Textos – 2005 a 2008 – Col. Polivalente Monsenhor Luiz Ferreira de Brito.
COLÉGIO POLIVALENTE MONSENHOR LUÍZ FERREIRA DE BRITO
SÁBADO LETIVO - 20/03/2010 - ÁREA I
1º ANO - ENSINO MÉDIO
TRABALHO ELABORADO PELA PROFESSORA MÁRCIA MENDES¹
OFICINAS DE LEITURA E PRODUÇÃO ARTÍSTICA

1º MOMENTO
O que nos lembra a data 1º de abril?
O que é mentira?
Você percebe algumas mentiras presentes em nossa sociedade/
Apresentação da Imagem no Monitor Educacional (criança trabalhando).
Comente sobre a afirmação: Mentira: Não existe trabalho escravo no Brasil.
2º MOMENTO
Mostra do vídeo (Monitor educacional) Mentiras do Brasil, Gabriel Pensador -
Disponível em: www.yotube.com.
Conversa sobre o compositor/cantor – Gabriel Pensador e o ritmo trabalhado em suas músicas – o rap.
Quem é Gabriel Pensador?
Gabriel o Pensador, nome artístico de Gabriel Contino, (Rio de Janeiro, 4 de março de 1974) é um cantor e compositor brasileiro de rap.
Um dos maiores nomes do rap e pop brasileiro, Gabriel diferenciou-se de boa parte de seus pares (e chegou a ser criticado por eles) por ser garoto branco de classe-média. Mas desde o começo fez letras de crítica social e moral, como acontece na música rap.
Por que Gabriel, o pensador? Apresentar a imagem da escultura - O Pensador - Rodin.
“ Eu canto sobre o que sinto e penso, sobre a realidade que me cerca, não apenas a da favela exatamente. Mas é claro que os problemas sociais, que afetam todas as classes, atingem muito mais os mais pobres, como diz o ditado: a corda arrebenta no lado mais fraco. E a música serve pra que possam ser ouvidas algumas palavras que muita gente não teria a oportunidade de dizer." Gabriel Pensador
O que é o rap?
O rap (ritmo e poesia) é de origem jamaicana, apareceu por volta dos anos 60 nos guetos e nas periferias. Sons eram instalados pelas ruas, tendo sempre um DJ e um “toaster” (que fala durante a execução da música).
Acredita-se que o rap tenha sido a força para o hip hop, pois muitos jovens emigraram para os Estados Unidos, em razão dos problemas políticos e econômicos que o país passava na época, através de Kool Herc, um dos maiores DJs.
3ºMOMENTO
Em grupo, propor a leitura e discussão sobre o tema abordado na letra da música – Mentiras do Brasil.

Mentiras do Brasil
Compositor(es): Gabriel O Pensador

Era uma vez duas criancinhas
Um mundo do faz de conta era onde eles viviam*
Seus nomes eram José e Maria
E verde e amarelo era a bandeira que vestiam
Queriam viver com felicidade mas pra isso era preciso saber sempre a verdade *
Os adultos hipócritas provocavam sua ira
Pois quem é puro não gosta de conviver com a mentira
Mas Zezinho e Maria eram puros porém sabidos
Deixavam tapados um dos lados de seus ouvidos
Pra não entrar por aqui e sair por ali
O que escutavam e achavam importante refletir
E na TV as estórias que os adultos contavam
Eles gostavam de ver
Mas nem sempre acreditavam
Se revoltavam vendo coisas que até cego já viu
E resolveram fazer uma lista com...*

As maiores mentiras do Brasil
Vocês e suas mentiras vão pra... (primeiro de abril!)
As maiores mentiras do Brasil
Vocês e suas mentiras vão pra... (primeiro de abril!)

E uma mentira absurda encabeçava o rol:
Deus é brasileiro... (Só se for no futebol!)
Certas frases conhecidas são mentiras e ninguém nega
(por exemplo?) "A justiça é cega!"
Quem prega isso é canalha (psh! Não espalha)
Porque aqui a justiça tarda... E falha*
E o Zezinho gargalha com outra mentira boçal
(qual?) "O brasileiro é cordial" aha!
Mas que gracinha, imagina se não fosse!
Se o brasileiro é amável, Adolf Hitler é um doce *
Porque a lei de Gérson é o nosso evangelho
Todos querem se dar bem e não se respeita nem os velhos
Dizem também que o pobre é malandro
Mas o povão tá só ralando e quem tá armando são os grandes empresários e empreiteiros
Mas até hoje só prenderam o PC e os bicheiros
No país da impunidade tudo é contraditório*
Deixam o resto em liberdade em troca de um simples bode expiatório
Que situação patética
É real ou ilusório o processo de restauração da ética?
Será que é boato? Zezinho e Maria perguntavam
E enquanto isso anotavam...

Refrão

Mentira tem perna curta e se desmente facilmente
Zezinho estava em frente a uma loura linda e inteligente
E tem gente que diz que toda mulher bonita é burra *
Quem acredita merece uma surra
Dizem que o bebê vem da cegonha *
E que cresce pelo mão se bater uma bronha
Mas o pequeno Zé não acreditava
E se crescesse ele raspava
A lista de mentiras aumentava:
Comunista come criancinha, Aids é doença de gay*
"Mentira!" (seu comunista, bota camisinha!)
Mariazinha ficou mocinha e descobriu que era caô
Que só existia sexo com amor
Aprendeu a falar inglês e viu que não é só filme brasileiro que tem muito palavrão
Pois foi no cinema e ouviu tudo o que eles cortam na legenda e na dublagem da televisão
Queriam as verdades sem cortes
Queria liberdade*
Queriam independência ou morte
Perguntaram ao fantasma de Cabral a história real entre Brasil e Portugal:*
"Não foi sem querer que descobrimos vosso país
Nós portugueses não somos burros como se diz!"
Outra piada que não era nada séria era que a seca do Nordeste era a culpada da miséria
Desculpa esfarrapada puro blá, blá, blá...
Pois se os políticos quisessem eles faziam o sertão virar mar!
Tem também a lenda eterna da falta de verbas
As moscas mudam, mas é sempre a mesma merda...
E a lista continua sem parar
Com mentiras que o Pinóquio teria vergonha de contar*

Refrão

Diziam que o Brasil é o país do futuro
Mas eles viram que o melhor era viver o presente*
Zezinho e Maria decidiram mostrar pra todo mundo que é mentira que o Brasil não vai pra frente!
Eram crianças
Tinham muita esperança
Mas não queriam esperar, pois quem espera nunca alcança
Acharam nojento todo aquele fingimento*
E começaram a ficar violentos
(O brasileiro tá cansado de ser enganado
Daqui pra frente os mentirosos serão enforcados)
E começaram assim uma revolução
Controlaram todos os meios de comunicação
E revelaram sua lista com as milhões de mentiras
Que atrasavam a ordem e o progresso da nação
Só tinham uma saída pro país
Acabar com as mentiras pela raiz
E como toda revolução deixa cicatriz
O sangue jorrou feito um chafariz
Foi uma vitória do povo e no final da conquista
Zezinho e Maria puseram fogo na lista das...

Refrão

E ao voltarem pra casa encontraram seu pai emocionado por tudo que eles tinham aprontado
Uma nova era tinha começado e não era à toa que os olhos do coroa estavam encharcados
Uma lágrima desceu e Zezinho percebeu que descobria mais uma mentira nessa hora...
Homem também chora*

*Destacar alguns pontos para fomentar a discussão com o grupo.

Propor ao grupo uma apresentação artística – dança, dramatização, produção de um vídeo com a música apresentada ou outra que também aborde o tema discutido.
Socialização dos trabalhos.

Fontes:
www.letras.com.br/biografia/gabriel-o-pensador

www.xtec.es/~jarrimad/contemp/rodin.jpg

www.brasilescola.com

__________

Trabalho elaborado pela professora Márcia Mendes, com base na proposta discutida durante a AC, 09/03/10. O trabalho deverá ser aplicado nos sábados letivos da Área I, 20/03/10 e 08/05/10.
As Oficinas de Leitura e Produção Artística também serão desenvolvidas nas aulas de LPLB, utilizando os diversos gêneros textuais e as diferentes linguagens – a visual, a musical, a corporal e, sobretudo, o diálogo com e entre leitores. Os resultados dos trabalhos desenvolvidos nas oficinas serão apresentados na V SEMANA DE LEITURA – O texto literário - outros textos, outras linguagens.

E o tempo não para...

Pensamos demasiadamente, sentimos muito pouco. Necessitamos mais de humildade que de máquinas. Mais de bondade e ternura que de inteligência. Sem isso, a vida se tornará violenta e tudo se perderá.”
Charles Chaplin


Poema para não morrer
Márcia Mendes*

Chove lá fora.
Chove dentro de mim.
A dor do outro invade
minha casa, arrancando as pétalas de minhas flores.
Do lado de cá
olho vidas desabando,
virando lixo,
virando lama.
Um cheiro frio e pesado
Corre pela casa silenciosa e me deixa sufocada, impotente.
As cenas que circulam na tela
são retratos do descaso social,
da desumanização daqueles que estão no poder.
Rios de lágrimas atravessam corações partidos,
marcando a despedida da alegria.
Hoje queria a fantasia de Poliana*
Para colorir o coração de quem tudo perdeu.
Hoje queria as asas de Ícaro*
Para acordar e levar para a “terra do nunca” *os “severinos” e “severinas* que estão dormindo no lixo, na lama.
Hoje, só hoje, queria fazer nascer da lama - uma flor.
Uma flor digna, forte, livre.
Uma flor que alcançasse a alma,
a consciência.
Uma flor que tirasse o bicho de concha
do individualismo, da indiferença,
do esclerosamento.
Uma flor que, embora, inventada
fosse capaz de cobrir de amor o espírito daqueles que partiram.
E, por certo, aliviar as tensões,
alimentando o coração de quem
tem de continuar, pois é preciso, sim, sair dos escombros.
_________________
* Personagem do romance Pollyanna, menina que inventou o “jogo do contente”.escrito em 1913.
* Ícaro realizou o sonho de poder voar bem alto.
*Lugar inventado pelo personagem Peter Pan para estender por períodos mais longos a sua infância.
*Nomes dos nordestinos presentes no poema, de João Cabral de Melo Neto – Morte e vida Severina.

domingo, 14 de março de 2010

Meu amor pela leitura - Clarice



Por que escrevo? Porque respiro. Porque preencho minhas lacunas e porque me entendo. Amo escutar as vozes que correm dos livros colorindo meus dias quase brancos. Amo, sim, escrever e depois ler ou seria ler e escrever e, por conseguinte, viver. Mas se escrevo estou viva, ou melhor, viverei para sempre.
Hoje Clarice visitei Clarice. Foram horas de entrega, de tantas descobertas. Hoje reafirmamos nossa amizade e deixo aqui registrado um pouco desse grande encontro
Márcia Mendes




Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Clarice Lispector

Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

Clarice Lispector

sábado, 13 de março de 2010

Eu e os outros

Para ler ao som de "Pais e filhos", com Renato Russo
Aos mais jovens e,em especial, Yasmim e Victória.

Preciso de trilha para tecer minha história.
A música me embala...marca cada linha, cada capítulo de minha vida.
Sou, sim, prima, irmã, filha das canções.
Canções que não foram feitas para mim, mas são minhas,
estão tatuadas em minhas lembranças de ontem e de hoje, tão
infinitivamente sonhadas, sentidas, vividas...
São tantas canções... de ninar, de amar, de chorar, de esperar, de brincar, de sonhar...
Um dia quis uma casa no campo onde eu pudesse plantar meus livros,
meus risos, meus amigos e tudo mais...
Um dia ergui as mãos para o céu e agradeci por ter alguém para dividir sonhos, tomar chuva, comer bolinho de estudante...
Um dia descobri que o amor só dura em liberdade...
Um dia entendi que é melhor ser uma "metamorfose ambulante" do que ter uma velha opinião formada sobre tudo...
Um dia compreeendi que não vale a pena ficar sentada a beira do caminho e, assim, fui costurando meus sonhos, passei a escutar as vozes que vêm dos livros e, lentamente,aprendi a libertar minha voz, a bordar a página em branco.
É, será a vida uma grande ilusão?
E assim fui/vou descobrindo que "ainda que falsse a língua dos anjos sem amor eu nada seria".
Por isso preciso de trilha para viver.
Você tem uma trilha sua?
Eu também sou dos livros.Eu sou um livro!
E como nos manda o poeta penetro surdamente no reino da palavra.
Para quê?
Descubra! Adentre, o verbo é nosso.
Sou única, mas tenho muito de você, de vocês. Somos gente!
Estamos juntos/as descobrindo novos/velhos mundos
ou quiça velhos/novos mundos.
O que posso oferecer aos mais jovens do que eu? Eu que também já fui tão jovem!
Muitas leituras. Pouco para quem quer VIVER, não é?
Será que acreditamos nas mesmas coisas?
Será que nossos ídolos são os mesmos?
Será que queremos viver felizes para sempre?
Será que nossos medos são mesmo nossos?
Será que temos o nosso próprio tempo?
Será que sabemos amar as pessoas como se não houvesse amanhã?
Quando deixamos de ser tão jovens?
Será que devemos esperar o "segundo sol" chegar?
Por que tem certas coisas que eu não sei dizer?
Por que preciso ouvir as músicas de outros tempos?
O tempo parece soprar palavras e o poeta as escuta e o poeta as imprime...
O que é imperativo viver ou escrever?
De um jeito ou de outro tecemos linhas e linhas... fazemos histórias, somos história.
Você é você e eu sou eu.
E as canções ilustram o nosso viver.

Márcia Mendes

A LEITURA CONTINUA...

"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.”
Carlos Drummond de Andrade

A leitura continua. Continua a busca incansável pela palavra. Incansavelmente calma, pois o verbo habita em nós. Nós somos a palavra viva, tão cheia de graça, tão cheia de histórias. Somos o verso, o ritmo, o eu lírico. Somos o poeta. Somos a poesia. A poesia que nasce do amor, da dor, do mundo, do desmundo. Sim, a poesia (im) penetrável, indiscutivelmente bela. Construímos pontes. A poesia nos une.